A Revista Som Três e as Ondas Curtas
No ano de 1979, apareceu nas bancas de jornais, época em que esse tipo de serviço era de fundamental importância para os leitores, uma revista com o nome Som Três.
A Editora Três de São Paulo era uma das grandes editoras do nosso país, com títulos famosos, como a IstoÉ, mas teve sua falência decretada pela justiça em 2025.
Como marcas são importantes, as marcas e os conteúdos das revistas podem surgir em formato digital ou sob nova gestão. Isso significa que os domínios e direitos podem ser vendidos ou geridos por outras pessoas ou empresas.
Mas a revista Som Três foi uma publicação bastante interessante, pois se dedicava ao som e à música e foi publicada de 1979 a 1989.
Foi a primeira revista brasileira dedicada ao áudio, música e equipamentos de som, ou seja, dedicada às pessoas ligadas ao mundo do som, música, áudios, equipamentos de som etc.
Um dos criadores da revista foi o jornalista Maurício Kubrusly, além do seu editor durante toda a sua existência.
Kubrusly também já tinha sido nos anos 70, um dos colaboradores da revista Rock, A História e a Glória, da Editora Maracatu do Rio de Janeiro, na qual o editor era Tárik de Souza.
Além do editor, outros grandes nomes do jornalismo fizeram parte da revista, como Zuza Homem de Mello, profundo conhecedor da música brasileira, e Tárik de Souza, grande conhecedor do rock e da música internacional.
Na década de 80, a revista resolveu publicar um material relacionado com as ondas curtas, no formato de um suplemento da revista.
O guia tinha 34 páginas escrito por Carlos Alberto Fazano, em uma linguagem bem didática com várias ilustrações, explicava o que são as ondas curtas, características de cada faixa de onda, QSLs e ensinava como preencher um informe de recepção.
Ao que tudo indica, foi a primeira publicação sobre ondas curtas editada por uma grande editora comercial.
Na nossa modéstia opinião, surtiu efeito, pois em vários encontros de radioescutas, tivemos contato com pessoas que começaram a ouvir as grande broadcasting internacionais, através dessa publicação.
O prefácio ou abertura foi assinado pelo Kubrusly, a quem homenageamos como um grande jornalista, que depois do jornalismo escrito foi para a TV e se tornou um “caçador de histórias” e se encontra no momento doente.
Fazano que, nos deixou em 2025 e hoje opera em outra frequência, sem dúvida mais elevada, deixou muita coisa escrita sobre a história da eletrônica.
Obrigado, Maurício Kubrusly, obrigado, Fazano.


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